Olá Futuro.
No momento, está a ser apresentado como meu principal pesadelo.
Antes que essa nossa batalha chegue a um ponto crítico, em pequenos ou grandiosos combates sangrentos, gostaria apenas que me trouxesse - nem que fosse aos poucos - um pouco de consolo, um pouco de respostas.
É algo que, em algum momento de fraqueza, sei que hei de implorar-lhe. Possivelmente, com pesadas lágrimas nos olhos e soluços agudos no peito.
Inevitavelmente inevitável, fora isso que me dissera uma vez?
A única coisa que lhe peço, por enquanto.
Sem mais perguntas.
Elas já estão a me corroer o suficiente, e a me relembrar o passado o suficiente, a remexer em caixas e baús trancados em meu sótão interior, devidamente cobertos de poeira e teias de aranhas.
Ao menos por enquanto, sim?
Sem mais perguntas.